PARA PROTEÇÃO CONTRA O MAL
Anéis devidamente preparados foram e são também
utilizados como poderosos amuletos para afastar o mal, representado pelos maus
espíritos, maus fluídos, mau agouro e outros agentes causadores de males e
desgraças em geral. Para isso, era preparado um pequeno ritual, numa noite de
Lua Cheia, junto a uma fogueira. Um anel de ouro ou de prata era deixado dentro
de uma caneca de cobre ou bronze, contendo vinho. A caneca era posta junto ao
fogo, até que o vinho fervesse. Quando isso acontecia, seu conteúdo era
derramado sobre um lenço para se retirar o anel. Ainda quente, mas não a ponto
de provocar queimaduras, o anel era posto no dedo indicador da mão direita para
proteger seu proprietário contra as moléstias e outras manifestações
sobrenaturais voltadas para o mal.
PARA NEUTRALIZAR UM INIMIGO
Os ciganos evitavam se envolver em guerras ou lutas,
mas isso não os poupava de ter seus inimigos. Essas pendências eram por demais
complicadas para eles, pois como viajantes de passagem por um local, eram
sempre olhados com reservas e perseguidos, no caso de se envolverem com
qualquer habitante do local. Usavam, portanto, artes mágicas para neutralizar
um inimigo, conseguindo assim tempo para se afastar dali e escapar aos
problemas que, certamente, adviriam de qualquer reação. O mago da tribo, a
pedido do cigano, fazia um boneca e nele incorporava alguma coisa do inimigo em
questão: um fio de cabelo, um pedaço da sua roupa ou a poeira do chão onde ele
havia pisado. Após isso, um cordão feito de couro, imitando um laço, prendia
esse boneco, imobilizando-o como um laço de verdade faria com um ser humano
normal.
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